Se você está retomando sua vida religiosa, é muito provável que um dos maiores pesos que você sinta — ou um dos maiores medos — seja sobre o Sacramento da Confissão. Eu sei como é. Muitas vezes, o que nos impede de buscar o perdão não é a falta de fé, mas as barreiras que criamos na nossa própria mente.
Depois de um tempo afastado, a ideia de entrar em um confessionário pode parecer intimidadora. Por isso, quero desmistificar 3 mitos que costumam afastar as pessoas deste momento de cura.
Este é, talvez, o medo mais comum. Pensamos que o padre, ao ouvir nossos erros, fará uma cara de reprovação ou nos tratará com frieza. A verdade? O padre está ali como um instrumento da misericórdia de Deus. Ele já ouviu de tudo e, acredite, a função dele não é ser o seu juiz, mas ser o canal pelo qual a paz de Deus chega até você. O padre que está ali é um homem que também precisa de confissão. Ele entende a sua fraqueza porque ele também a possui.
Às vezes, nossa consciência é pesada demais e começamos a achar que nossos erros são “grandes demais” para a misericórdia. O mito aqui é acreditar que o perdão de Deus depende da gravidade do nosso erro. O sacramento não foi feito para os perfeitos, mas justamente para os que reconhecem que não conseguem caminhar sozinhos. Não existe um pecado que seja maior do que o amor de Deus na cruz. O perdão não é um prêmio para quem é bom; é um remédio para quem está doente.
É verdade que devemos pedir perdão a Deus em nossas orações diárias. No entanto, Jesus, em sua infinita sabedoria, quis nos dar um sinal visível e concreto de seu perdão. Quando Ele disse aos apóstolos “Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados” (João 20,23), Ele estabeleceu um meio de reconciliação. A confissão sacramental é um encontro humano e divino: ouvir “eu te absolvo” traz uma paz que a oração solitária, embora importante, não substitui. É a confirmação de que, agora, você está de volta aos braços do Pai.
Se você sente que é hora de se reconciliar, não precisa ter medo.
Faça um exame de consciência: Reserve um tempo em silêncio.
Seja sincero: Não tente justificar o erro, apenas assuma-o.
Confie: O que acontece ali dentro, morre ali dentro. O que nasce dali é uma vida nova.
A Confissão não é um tribunal; é um abraço. E esse abraço está esperando por você.
Fonte: Catecismo da Igreja Católica – O Sacramento da Penitência e da Reconciliação (Artigos 1422-1498)
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Para fazer uma boa confissão, ajuda muito ter um roteiro de exame de consciência e uma Bíblia para meditar sobre o amor de Deus antes de ir.
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